O luto na infância - por Dra Roberta Lima (31/05/15)


(Fotos: reprodução Internet)


Simplesmente AMEI o post que a Dra Roberta Lima enviou nesse mês: o luto na infância.

Um tema super delicado, mas que não dá para fugir... Veja abaixo!






Apesar da morte ser uma certeza absoluta para todos, não sabemos muito bem como lidar com ela e, principalmente, não temos muita noção do que dizer a uma criança quando algum ente querido vem a falecer. Muitos adultos diante dessa situação, com receio de fazer a criança sofrer, acabam omitindo o acontecimento ou, nos casos em que a verdade é revelada ao pequeno, acabam desconversando toda vez que a criança toca no assunto.

E, em meio à essas questões, encontramos alguns adultos que preferem não tocar mais no nome da pessoa que se foi na frente do pequeno, acreditando que fazê-lo esquecer será a melhor opção, uma escolha que causa menos sofrimento. Porém, é importante lembrarmos nessas horas que o luto precisa ser vivido, inclusive pela criança a qual irá vivenciar este acontecimento de acordo com o entendimento que a sua idade permite.

Também é válido que, dentro do tempo da família e do pequeno, a memória daquele que partiu possa continuar existindo através das boas lembranças que a criança guardaconsigo e, se esta for muito pequenina a ponto de não lembrar de nada ou de pouquíssimas coisas, os adultos poderão ajudá-la a constituir uma memória a partir dashistórias que contarão a ela. Essa conduta é especialmente importante nos casos em que a criança perde o pai ou a mãe, pois estas duas figuras são fundamentais na vida de todos nós e, por isso, merece e precisa permanecer viva dentro do nosso coração e da nossa mente, ainda que isso venha a ser construído pela fala de outras pessoas. Esse cuidado será valioso e reconfortante para qualquer pequeno que perde precocemente alguém que tanto ama.

De fato este tema é delicado e a sua compreensão na infância vai depender da etapa de desenvolvimento em que a criança se encontra, pois os muito pequeninos ainda não têm um nível de abstração para entender que a morte é algo irreversível.



Mas por mais delicada que seja a situação, os adultos devem tomar algumas medidas importantes:

- Ter uma comunicação aberta com a criança informando sobre o que aconteceu, ainda que os detalhes possam ser poupados a depender da idade;

- Ouvir pacientemente quando a criança perguntar pela milésima vez sobre a pessoa que se foi e responder com calma e atenção ao seu questionamento;

- Esclarecer para o pequeno que os seus sentimentos de tristeza e saudade são naturais e até mesmo estimulá-lo a nomear suas emoções (e isso pode ser feito através de um simples desenho, sem qualquer verbalização);

- Solidarizar-se com a criança, contando-lhe também, ainda que de forma objetiva, sobre os seus sentimentos diante da perda daquela pessoa.





Roberta Lima

Fonoaudióloga e Terapeuta Infantil especialista em Psicotrauma e Psicossomática Junguiana

Instagram: @terapiadacrianca

Site: https://www.terapiadacrianca.com.br

Tópico: O luto na infância - por Dra Roberta Lima (31/05/15)

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