O equívoco dos super- estímulos - por Dra Roberta Lima (25/02/15)

O post de hoje é da nova colaboradora, a fonoaudióloga e terapeuta infantil Roberta Lima, que explica o porque não se deve exagerar na hora de estimular os bebês.

Confira abaixo!



A expressão que diz que a natureza é sábia é válida para diversos temas, inclusive, no que se diz respeito ao desenvolvimento infantil. Tem-se visto uma tendência muito forte atualmente em se estimular os bebês de diversas maneiras e, muitas delas, de forma descontextualizada e exagerada, correndo o risco de acontecer uma hiperestimulação. É importante que pais e educadores tenham em mente que os bebês não precisam de estímulos constantes uma vez que os mesmos são curiosos por natureza e tendem a selecionar e a se envolverem, de forma espontânea e natural, em situações e ações simples que promovem seu desenvolvimento como um todo.



O fato é que têm surgido alguns modismos e exageros, por parte de pais e educadores, em estimular desesperadamente bebês e crianças ainda muito pequenas, acreditando que se deva "treinar" e "capacitar" os pequenos o quanto antes para desenvolverem o máximo de habilidades possíveis como numa busca desenfreada para a garantia do sucesso na vida escolar e, consequentemente, na vida adulta. Não que tais práticas tenham que ser totalmente condenadas, porém existe a necessidade de uma atenção e cuidado para que essas atividades não caiam numa enxurrada de estímulos (movimentos, luzes e sinais sonoros excessivos), que acabem desorganizando sensorialmente a criança, podendo em alguns anos acarretar em dificuldades de aprendizagem, comportamento agitado e concentração comprometida, levando aos pais a procurarem orientações médicas que, muitas vezes, acabam resultando num tratamento medicamentoso que também pode vir associado a um processo terapêutico (psicológico, fonoaudiológico, psicopedagógico, terapia ocupacional etc).

As descobertas que um bebê faz em um único mês podem equivaler a uma década na vida de um adulto, ou seja, já acontecem naturalmente muitas conquistas e avanços e, por isso, não precisa que o adulto fique constantemente na frente da criança sacudindo um chocalho sem parar ou até mesmo falando descontroladamente.

Então, situações em que o bebê espalha ou arremessa os objetos no chão, leva-os à boca ou até mesmo na hora da alimentação em que ele se suja completamente com a comida, são momentos, por si só, de extrema riqueza onde eles estão experimentando e vivenciando, para então assimilarem as formas, tamanhos, pesos, cores, texturas, consistências, cheiros e sabores. E através de experiências simples como essas, respeitando o tempo do bebê sem, no entanto, deixar que os desafios surjam como convites que promovam o avanço do seu pequeno, o adulto garantirá que o desenvolvimento da criança siga seu curso natural de forma espontânea, prazerosa, proveitosa e de maneira contextualizada, descartando os exageros dos super-estímulos.


(Fotos dos bebês: KCM studios)



Roberta Lima 
Fonoaudióloga & Terapeuta infantil especialista em Psicotrauma e Psicossomática Junguiana.
Instagram: @terapiadacrianca


Tópico: O equívoco dos super- estímulos - por Dra Roberta Lima (25/02/15)

Data: 30/10/2015

De: esmeraldina lima

Assunto: autismo

BOm dia doutora meu telefone ´e 71 96565317 meu filho vai fazer 5 anos quase nao fala
gostaria muito que pudesse avaliar e pegar essa luta

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