EDUCAÇÃO INFANTIL: qual é o melhor momento para iniciar a vida escolar? (29/08/14)

EDUCAÇÃO INFANTIL: qual é o melhor momento para iniciar a vida escolar? (29/08/14)

 Qual é o MELHOR MOMENTO PARA INICIAR A VIDA ESCOLAR do (a) nosso (a) pequeno (a)?? Essa foi uma grande dúvida que tive com meu Henrique.


Inicialmente, eu pretendia levá-lo a escolinha a partir de 2 anos de idade -  na verdade, seria com quase 2 anos e meio, ja que ele faz aniversario em outubro.

MAS.. mudei de idéia e ele começou a frequentar o Colégio um ano antes do pretendido.


No meu caso, essa mudança ocorreu pelo fato de eu perceber que meu filho precisava de mais atividades do que aquelas que eu conseguia proporcionar no condomínio. Não bastava passear de carrinho, caminhar, ir a brinquedoteca, ver livrinhos infantis.. Senti que o meu agitado Henrique necessitava de mais estímulos diários e que, em casa, eu não teria como suprir essa necessidade.


Naquele momento, com 1 ano e 3 meses de idade,  ele já andava sozinho e estava começando a se expressar oralmente. 

Após apenas 3 meses frequentando o ambiente escolar, ele teve um enorme progresso, inclusive na oralidade: falava praticamente tudo, formando sentenças com 3 palavras! Sabe todas as cores, animais, distingue tipos de veículos, conhece alguns números.. Esses são alguns exemplos dos avanços que ele teve em pouquíssimo tempo. 




Estou certa de que para minha família, essa foi a melhor decisão.

Uma dica que eu, como mãe, posso dar é: pesquise bastante! Converse com outras mães que tem filho na escola pretendida, visite a instiuição, converse sobre a orientação pedagógica, leve seu bebê junto para sentir como ele reage ao ambiente, enfim, PESQUISE MESMO, pois vc vai deixar ali seu bem mais precioso.

Eu tambem levei em conta a proximidade com a minha casa.


Mas, isso tudo é apenas a MINHA vivência pessoal.. Cada caso é um caso. É preciso levar em conta a individualidade e necessidades de cada criança. 



E para tobter informações e tirar algumas dúvidas que temos nesse momento de uma escolha tão importante, eu conversei com a Pedagoga pós-graduada em Psicologia da Educação, AMANDA LEMOS MUNIZ COUTO, educadora infantil no Colégio Visconde de Porto Seguro.

Confira abaixo a entrevista!


1-) Muito se discute sobre a IDADE CERTA para uma criança ingressar na escola, qual a opinião da sra sobre isso?

R: O momento ideal é definido pela família, mas a criança, ao ingressar em um ambiente escolar, tem muitos ganhos, entre eles, a socialização e o desenvolvimento do lado intelectual, moral etc.


2-) Quando eu comecei a pensar em colocar meu bebê em uma escolinha, comecei a ler bastante sobre o tema e percebi que, em linhas gerais, tem 2 correntes radicalmente opostas: aqueles que compartilham da opinião do autor best seller Steve Bissulph que diz que a criança NAO DEVE ir a escola antes de 3 anos e outros se apoiam em estudos como o de Harvard que afirma que o desenvolvimento infantil DEVE ser estimulado nos primeiros 6 anos de vida através de ensino escolar..

Eu optei por colocar meu filho após completar 1 aninho, qdo ele ja teria mais autonomia e se expressaria melhor.. A Sra. acha possível que uma regra valha para todos?

R: Não existe regra, uma vez que cada família e cada criança são únicas. 

As vertentes extremas estão embasadas em dois pontos centrais: a questão da saúde (doenças) e a questão do desenvolvimento (estímulos). Portanto, cabe validar que ampliar o contexto social de seu (sua) filho (a) implicará ganhos significativos, por isso, a importância da segurança na decisão em iniciar a rotina escolar.


3-) E, por outro lado, é possível definir quando o bebê não se adaptou ao ambiente escolar? Por quanto tempo deve-se "insistir"?

R: A adaptação escolar é um processo gradativo e individual, portanto, é impossível mensurar o tempo necessário. Cada criança tem seu ritmo e isso deve ser respeitado. O fato da criança, por exemplo, chorar ao despedir-se de seus pais não significa que ela não esteja adaptada ao ambiente escolar. É importante ter clareza do todo e não se deter em aspectos aparentes.


4-) Um momento bastante delicado e que faz com que alguns pais voltem atrás ocorre justamente na hora da despedida, como a sra ressaltou há pouco.. Aquele momento em deixar a criança na sala, e ir embora, mesmo quando ela esta chorando. Existe um melhor modo de reagir a isso?

R: Um dos maiores desafios do período de adaptação (senão o maior) é o momento da despedida, principalmente quando se trata de crianças pequenas. É fundamental falar sempre a verdade e ser breve na hora de dar 'tchau'. Tais condutas facilitam o estabelecimento de vínculos afetivos e promovem uma relação de confiança com a educadora que estiver acompanhando a criança. 


5-) Como deve ocorrer a adaptação do bebê no ambiente escolar? 

R: A adaptação deve ocorrer gradativamente, respeitando o ritmo e as particularidades de cada criança. É fundamental o estabelecimento de vínculo afetivo para que se estabeleça uma relação de confiança entre a criança e o educador. Objetos e brinquedos trazidos de casa também proporcionam maior tranquilidade e segurança aos pequenos no ambiente escolar, por isso, auxiliam no processo.


6-) Há diferenças significativas entre meninos e meninas no aprendizado nesse momento? E em relação ao comportamento (seja em relação aos outros bebes, ou professores, ou no momento de se 'separerem' dos pais, etc)?

R: Não observo diferenças no desenvolvimento que estejam relacionadas à questão do gênero (masculino e feminino).


7-) A escola pode auxiliar no momento de "desfraldar" a criança? Qual idade indicada?

R: Sim, a escola pode e deve auxiliar no processo de retirada de fraldas. A escola auxilia no estimulo à criança e na identificação dos indícios aos pais.

 Fisicamente (biologicamente), por volta dos dois anos de idade, a criança tem a capacidade de controlar os esfíncteres. Entretanto, o aspecto emocional é determinante.


8-) Na maioria das vezes, bebês da mesma idade estão em diferentes estágios de aprendizados individuais (andar, falar, chupeta/dedo, necessidade sono, uso ou não de fraldas, mamadeiras). Isso pode ajudar ou atrapalhar a outra criança que está em um estágio menos avançado?

R: A troca entre as crianças é sempre rica e a professora precisa pensar em desafios ajustados a cada um, oportunizando momentos de interação entre as crianças para que se compartilhem os saberes.  Podemos observar alguns aspectos em que elas se destacam, por exemplo, no momento em que uma criança potencializa na outra um conhecimento.

Por tal motivo, a convivência resultará em aprendizado para ambos.


9-) Uma coisa que aflige muitos pais é o "medo das mordidas", seja o seu filho o mordido ou o mordedor! Como a escola lida com isso em relação a crianças tão pequenas?

R: A mordida, para as crianças pequenas, é uma forma de linguagem, pois, desta forma, expressa seus desejos e descontentamentos. 

Uma vez que não sabe verbalizar seus desejos, necessidades e sentimentos, ela utiliza o corpo para falar. A escola deve lidar com naturalidade por tratar-se de algo pertinente a essa fase do desenvolvimento infantil.


10-) O que se pode esperar, em termos de conquistas no aprendizado, de um bebê que frequenta uma turma do infantil 1?

R: Conquistas em relação à oralidade, pois as crianças estão, a todo o momento, em contextos narrativos, musicais. A própria movimentação favorece o desenvolvimento psicomotor, a socialização e outras interações sensoriais.


11-) O que a Sra. aconselha no caso de gêmeos: frequentarem ou não a mesma turma?

R: Consideramos a inserção em contextos diferentes, para que se favoreça o desenvolvimento individual dentro do coletivo, em razão da construção e formação da personalidade, do social, emocional, moral e intelectual de cada criança.


12-) Existe alguma dica para a escolha da escola?

R: A riqueza em matricular seu (sua) filho (a) em uma instituição de educação infantil está justamente na diferença dos contextos familiar e escolar, ou seja, o atendimento do individual dentro do coletivo.

A filosofia do Colégio deve vir ao encontro do que a família espera e acredita para a educação de seus filhos.

Assim como a estrutura física, os espaços de interação e as relações entre professor e aluno são aspectos a serem observados na pesquisa, além da proposta pedagógica proposta, uma vez que é o fio condutor de um desenvolvimento integral e saudável.




AMANDA LEMOS MUNIZ COUTO

Pedagoga e pós-graduada em Psicologia da Educação, Orientação Educacional e Tecnologias na Aprendizagem. 

Educadora Infantil do Colégio Visconde de Porto Seguro.

amandamuniz@uol.com.br


*agradecimento especial ao COLÉGIO VISCONDE DE PORTO SEGURO 

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